Diário de viagens, relatos, comentários sobre hostels, atrações e pontos turísticos que eu visitar.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Too good, too bad.
Minha mãe chegou, e a Mô e o Marcio. Demos uma volta pela cidade, fomos punting, King's College et caetera.
E depois, só despedidas.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Viagens
1. Whenever Richard Cory goes down town
We, people on the pavement, look at him. Dez e tanto, saímos da EF eu, a Lena (Rússia) e o Arthur (França). Pegamos um ônibus no centro de Cambridge (não sem antes perdermos o primeiro porque a Lena precisou ir ao banheiro) e fomos pra New Market. De lá, mais um ônibus – este mais parecido com uma lotação, pra falar a verdade – e fomos para Moulden, uma cidadezinha bem caipirona, mesmo. E foi lá que a viagem começou.
Descemos do ônibus e fomos andando para Gaseley. O caminho passa por uma ponte medieval, uma igreja de pedra muito bonita, uma pequena trilha no meio de uma “floresta” (na verdade, meia dúzia de árvores de cada lado, mas dava um efeito “Senhor dos Anéis” bacana para a caminhada), vários campos cheios de ovelhas (sim, Lari, ovelhas por todo lado) e uma long and winding road na qual aproveitamos para comer umas amoras silvestres, apesar dos receios iniciais de que morreríamos envenenados meia hora depois.
Gaseley é uma cidade tão grande, mas tão grande, que tem uma rua que chama “The Street”. Tem também uma igreja que é a cópia em carbono da igreja em Moulden, e acho que só. Então, seguimos a Street por uma jornada cheia de animais mortos pelo meio do caminho, o que nos levou a crer que estávamos mesmo indo para Mordor.
Acho que no total, são umas duas horas de caminhada. Às vezes chovia, às vezes não, mas de um modo geral foi um passeio agradável. Chegamos em Dalham, que era nosso destino, mesmo, e não pudemos comer no pub local por uma questão de 5 minutos. Não tem importância, a gente tinha levado uns sanduíches para qualquer eventualidade, e acabamos só tomando uma cerveja e descansando as pernas. Depois, tínhamos que subir um morro pra achar a igreja, que era o motivo pelo qual fomos pra lá.
Dalham é uma vilazinha bem tradicional inglesa, e fomos lá pra ver como as coisas se davam no primevo. No topo do morro, a igreja e a casa do “dono do pedaço”, o Richard Cory, tipo o senhor feudal. E lá embaixo, a ralé, we, people on the pavement.
A vista é muito bonita, entramos meio que furtivamente na igreja, e foi bem bacana. Daí, voltamos e mais duas horas andando, mais dois ônibus etc. Na volta ainda vi dois moinhos de vento, mas toda vez que os indicava para o Arthur, os moinhos já não estavam mais à vista quando ele olhava. No final ele achou que eu era um Don Quixote às avessas ou coisa que o valha.
Depois ainda tivemos um jantar de despedida para a Sara (Espanha), e sábado era dia de acordar cedo...
2. Minha pátria é a língua portuguesa
Não quero mais viajar sozinho pra um lugar cuja língua eu não conheça. Chegando em Bruxelas foi ok, porque lá se fala francês e eu sei pelo menos perguntar se a pessoa fala inglês. Além de que encontrei um café brasileiro, e pude me comunicar de verdade com alguém (além de ir na padaria italiana ao lado e comer um pouco de mortadela, da qual estava com saudade). Mas de Bruxelas pra frente, o horror!
Primeiro que é muito escroto um país ter uma coleção de línguas. O Fred que me perdoe, mas país tem que falar uma língua só e pronto. O máximo aceitável é ter dialetos, mas ainda assim não pode abusar. E é ainda pior se a sua outra língua é holandês.
E agora, uma coisa que eu notei também na Holanda: os ingleses têm sorte de terem uma língua que é uma salada de frutas de dinamarquês, saxão, francês e latim. Porque essas línguas de origem bárbara (literalmente), quando são mais “puras”, são um negócio pavoroso. Dói o ouvido ouvir tanta palavra feia junta. Concordo com um dos professores da EF: você sabe se as palavras inglesas têm origem latina ou não pela forma como soam. Se são bonitas, como “embrace”, têm dedo romano. Se são só um ruído escroto, como “hug”, é porque vêm dos saxões.
E na Holanda, parece que todas as palavras têm um som parecido com uma catarrada, que é a forma como eles leem o “g”.
Afora isso, putaqueopariu, que cidade linda é Amsterdam.
3. I Amsterdam
Quando você sai da estação central de Amsterdam, você tem a noção exata do que é a cidade. As duas primeiras coisas que você vê são um monte de água e uma espécie de estacionamento que não deve ter menos que cinquenta mil bicicletas (chutando baixo). Deixar a bicicleta lá é pedir pra não achar nunca mais, coisa sem noção.
Lá, o encontrei o Arnold e fomos para a residência dele.
De novo: putaqueopariu, que cidade linda é Amsterdam.
Não sei, ela é diferente de Londres, por exemplo, porque em Londres você tem várias coisas bonitas para olhar, e elas se destacam como coisas imponentes. Amsterdam é menos impressionante simplesmente porque tudo é bonito, então não tem tanto contraste. Construções bonitas em Amsterdam são que nem arquitetura feia em São Paulo: nem se nota, porque estão em toda parte.
No sábado eu cheguei às 17h e nós fomos ao mercado porque ia ter um jantar de despedida de um cara do Usbequistão que estava lá havia um ano. Depois, fomos à noite.
Acho que essa coisa de night life, flexibilização moral (i.e. putas e maconha) etc é um pouco a imagem que se tem de Amsterdam, e embora seja limitar a cidade, também não deixa de ser verdade. Muitos bares e clubs, banheiros químicos* no meio da praça, gente pra todo lado (e bicicletas pra todo lado).
Talvez porque estivéssemos falando inglês – e certamente porque muitos turistas vão pra Amsterdam atrás de outros tipos de viagem –, por três vezes nos meus dois dias na cidade, pessoas esquisitas vieram perguntar se nós queríamos cocaína. Tipo no meio da praça, mesmo, e você declina gentilmente e é como se nada tivesse acontecido. Ok.
Foi uma coincidência interessante que Usmon (esse é o nome do Usbequistanês) e cia tenham escolhido para a noite o mesmo bar que a Rebecca havia escolhido com as amigas dela, mas foi ainda mais curioso que nós (eu, Arnold etc) tenhamos pegado a fila exatamente atrás dela. Foi legal rever alguém que eu achava que nunca mais veria, apesar de que tinha muito barulho e mal deu pra conversar. No domingo ela ia fazer alguma coisa relacionada a cavalos (ela pratica hipismo) e na segunda começava as aulas na faculdade, então daquela vez era adeus, mesmo.
De qualquer forma, no domingo é que eu pude realmente conhecer a cidade. Todas as bicicletas dos roomates do Arnold estavam em uso, de forma que eu tive que sentar naqueles banquinhos de trás da bicicleta dele (garupa?) e o coitado me carregou pela cidade inteira. Palácios, igrejas, monumentos e tudo o que as pessoas realmente deveriam procurar na Holanda, ao invés de maconha (até porque, quem vê pensa que alguém precisa realmente ir pra lá pra fumar um baseado).
Tivemos que escolher um museu pra ver, e apesar da tentação de ir ao Van Gogh, acabei optando por um “geral”, mesmo. Aproveitamos que o Ajax tava jogando e fomos assistir num barzinho, e o resultado oxo foi total decepcionante diante do massacre que foi a partida. Depois, em troca do “bed and breakfast” e do “bike tour”, eu paguei jantar pro Arnold, o que me custou 20 euros.
Ainda decidimos ir a algum lugar à noite, o que fez com que cruzássemos o Red Light District**, que é mesmo um ponto obrigatório para turistas. Mas sei lá, muito barulho por nada, acho. Tirando a degradação da mulher enquanto ser humano que é expô-las em vitrines, não é nada que não se vê na Augusta, acho. Ou em outdoors de lingerie.
De qualquer forma, achamos um bar que tava televisionando Barcelona x Manchester City (acho que era um amistoso, sei lá) e ficamos pelo tempo de uma cerveja, só, porque tava um cheiro muito escroto lá dentro.
Voltamos para casa e basicamente foi o fim da minha estadia em terras holandesas. Ah, sim. E eu vi outros moinhos de vento, também, claro.
4. Take the long way “home”
E é isso aí. Tchau e bênção. Peguei o trem na Amsterdam Centraal às 12h37, mas ele atrasou e eu perdi o trem em St. [nome com consoantes demais para que eu me lembre], de forma que tive que esperar lá por uma hora. Acabei de ler o Neuromancer, mas acho que eu não consegui “entrar” na história o suficiente.
Acabou que cheguei em Bruxelas em cima da hora e entrei no Eurostar segundos antes de a porta fechar. Legal como mesmo com coisas dando errado, parece que no final as coisas se ajeitam pra mim. Assim eu posso continuar sendo irresponsável impunemente. É tipo uma mensagem de Deus, eu sei.
Também foi engraçado porque a mulher do Eurostar ficou apressando a policial inglesa da imigração. Dessa vez não foi a mesma chateação com documentos do que quando eu cheguei na Inglaterra em julho, mas ainda assim a mina perguntou onde eu estudava, quanto tempo ia ficar no Reino Unido, fazendo o que, etc. Enquanto isso, entrar na União Europeia é mamão com açúcar, ninguém tá nem aí pra nada, só querem carimbar logo seu passaporte e chamar o próximo. Tá certinho.
Right now, estou no Eurostar, e tomara que esteja no trem certo, que nem deu tempo de verificar. Claro que até eu postar isso, já terei descoberto, mas não pretendo mexer no texto original, para manter a autenticidade.
Em tempo, estou pensando em assistir a Chicago em London, antes de pegar o trem pra Cambridge.
5. Sumário (ou “lista de atividades a fazer pela primeira vez na vida”)
Invadir uma igreja [Done]
Ver moinhos de vento onde não tem [Done]
Frear uma bicicleta com os pés [Done]
Pagar EUR 0,50 para mijar [Done]
Andar na garupa de uma bicicleta [Done]
Ver putas em vitrines [Done]
Fumar maconha [Fail]
*Chamar aquilo de banheiro químico é um pouco de bondade minha. Tá mais pra um pinico público.
**Aliás, da janela do trem, eu vi que a Bélgica também tem putas expostas em vitrines com luzes vermelhas, igualzinho à Holanda. Sabia, não.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Hoje, só amanhã
Molden é a cidadezinha perto de Dalham, que faz Newmarket parecer Londres.
Newmarket é a cidade onde pegamos o ônibus pra Molden, e que faz Cambridge parecer Londres.
E Cambridge faz Londres parecer
A viagem foi muito legal, mas só a conto amanhã. Porque hoje eu tenho que dormir, que acordo às 6h pra tar em Londres às 8h, pra tar em Amsterdam às 17h.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
we've got the ticket to ride
E Lari, pode começar a me encher o saco, porque...
Bom, eu estava no guichê e perguntei dos tickets pra Dublin. O sujeito me informou que por 58 pounds eu comprava o ticket de ida e volta, então eu já estava com minha caneca de Guinnes na mão para partir para a Irlanda, quando o cara me imprime o timetable dos trens.
A viagem de ida levaria... Peraí, vou escrever por extenso. A viagem de ida levaria onze horas e meia, isso mesmo, onze horas e meia e eu chegaria em Dublin às 6h da manhã de sábado. Depois, teria que sair de lá às 14h e pouco para ficar mais dez horas no trem de volta e chegar aqui lá pra 1h da manhã de segunda.
Sim, senhores, mais de vinte e uma horas no trem em troca de oito horas de cerveja preta.
Resultado: já tenho em mãos meus tickets para Amsterdam no final de semana, que leva metade do tempo (via Eurostar), embora custe o dobro.
Ainda: já que estava na onda de comprar tickets, passei no VUE e vi que eles tinham uma exibição de Inglorious Basterds hoje, às 14h. Como eram 13h30 e eu não tinha almoçado, comprei um pacotão de pipoca e fui nessa. Voltei agora e, bem, é o Tarantino, né? Melhor filme sobre nazis que já vi, for sure. E a trilha sonora, claro, é de foder.
Digno de nota: E no meio do filme, uma mina do cinema passa com uma câmera infra-vermelha vendo toda a plateia, pra se certificar de que ninguém tá filmando a tela! Talk about lack of privacy! (Ainda mais no cinema...)
Ah! E UP, o filme do ano, só estreia em outubro (ai, esses países atrasados de terceiro mundo...), de forma que terei que ver com legendas francesas em Parrí, mesmo, que além de tudo, é bem mais chique.
P.S. Mas Inglorious Basterds é um filme interessante para ver por aqui, já que metade do filme é falado em francês ou alemão, tendo, portanto, legendas.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Fondi chinês
Segue relato com eventuais intervenções da Lari.
(Nota do editor: o diálogo teve partes selecionadas porque é mega longo, mas em nenhum momento as falas da Lari foram tiradas de contexto para prejudicá-la, não importa o quanto ela afirme o contrário.)
[20:39:30] Gabriel Mourão Soares: fizeram um bagulho que chama Hot Pot
[20:39:41] Larissa Nakagawa: poats
[20:39:41] Gabriel Mourão Soares: e é tipo um fondi chinês
[20:39:48] Gabriel Mourão Soares: pq poats?
[20:39:52] Larissa Nakagawa: ah
[20:39:58] Larissa Nakagawa: achei que fosse hot pocket
[20:39:59] Larissa Nakagawa: hehehe
[20:40:01] Larissa Nakagawa: my bad
[20:40:13] Gabriel Mourão Soares: hot pocket?
[20:40:17] Larissa Nakagawa: isso
[20:40:26] Larissa Nakagawa: são bolinos que se faz no microondas
[20:40:29] Larissa Nakagawa: da sadia
[20:40:35] Gabriel Mourão Soares: hahahaha
[20:40:39] Gabriel Mourão Soares: não
[20:40:43] Gabriel Mourão Soares: é tipo um sopão
[20:40:53] Larissa Nakagawa: é gostoso?
[20:40:54] Gabriel Mourão Soares: eles botam água com umas ervas e uns troços e deixa fervendo
[20:41:17] Gabriel Mourão Soares: aí quando ferve, jogam uma porrada de carne, kani, legumes e cogumelos lá dentro e tampam
[20:41:21] Gabriel Mourão Soares: aí deixam um pouco cozinhando
[20:41:33] Gabriel Mourão Soares: e quando tá pronto, abrem a tampa e todo mundo se mata pra pegar logo a comida
[20:41:45] Larissa Nakagawa: pq demora demias?
[20:41:47] Gabriel Mourão Soares: é bem gostoso
[20:41:49] Gabriel Mourão Soares: demora pra caralho
[20:41:53] Larissa Nakagawa: e todo mundo está morrendo de fome?
[20:41:56] Gabriel Mourão Soares: isso
[20:41:56] Larissa Nakagawa: hehehhehe
[20:42:30] Gabriel Mourão Soares: bom... no jantar estava eu, o Norihiro e toda a comunidade chinesa de Cambridge, né?
[20:42:35] Gabriel Mourão Soares: tinha China de tudo que é lado
[20:42:45] Larissa Nakagawa: vc sabe q o norihiro é japa, não china, né?
[20:42:51] Gabriel Mourão Soares: até o irmão da Yoi veio dos EUA, onde ele estuda, e vai passar duas semanas aqui
[20:42:55] Larissa Nakagawa: sempre confundindo
[20:43:00] Larissa Nakagawa: nós japa com os china
[20:43:05] Gabriel Mourão Soares: por isso disse "eu, o Norihiro e todos os chinas"
[20:43:07] Gabriel Mourão Soares: burrona
[20:43:20] Larissa Nakagawa: tem outros china?
[20:43:23] Gabriel Mourão Soares: embora eu tenha aproveitado a chance pra tentar ver a diferença e é tudo igual, mesmo
[20:43:26] Gabriel Mourão Soares: muitos chinas
[20:43:42] Gabriel Mourão Soares: inclusive (e essa é a revelação bombástica) dois chinas portugueses!
[20:43:52] Larissa Nakagawa: wtf?
[20:43:54] Gabriel Mourão Soares: é
[20:44:14] Larissa Nakagawa: que coisa
[20:44:23] Gabriel Mourão Soares: ele tava lá, falando chinês loucamente com todos os outros, e eu e o Norihiro boiando
[20:44:30] Larissa Nakagawa: hehehe
[20:44:46] Gabriel Mourão Soares: aí eu falei que era brasileiro e ele virou: "ah, então falas purtugais?"
[20:45:02] Gabriel Mourão Soares: e não é que além de china ele era tuga?
[20:45:08] Larissa Nakagawa: hehehehe
[20:45:19] Larissa Nakagawa: e vc falou com o gajo?
[20:45:23] Larissa Nakagawa: sobre o tejo?
[20:45:27] Larissa Nakagawa: e saramago?
[20:45:54] Gabriel Mourão Soares: na verdade, ele é gajo gajo, nascido e morado em Benfica, vintch minuts de Lishboa
[20:46:29] Gabriel Mourão Soares: mas é de família chinesa e morou dois anos na china, então fala chinês loucamente
[20:46:41] Gabriel Mourão Soares: não é que nem esses japoneses de meia pataca que temos em São Paulo.
[20:46:48] Gabriel Mourão Soares: (i.e. você)
[20:46:56] Larissa Nakagawa: ainda bem
[20:47:03] Larissa Nakagawa: que eu nao sou assim
[20:47:20] Larissa Nakagawa: e benfica era a futura-ex-casa do chicão!
[20:47:32] Gabriel Mourão Soares: não, não é assim que se fala
[20:47:37] Gabriel Mourão Soares: Fala-se ex-futura casa
Espero que tenham achado esclarecedor e relevante.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
Sobre governos autoritários
"I will go back to xinjiang today!!because of Networked Control in my hometown,I will lose connection with u guys for more than one week.Take care and have fun in Cambridge!!"
Tenso!
Ainda, outro dia estávamos voltando pra casa à noite, e um grupo de policiais tava cercando um cara de uns vinte e poucos anos, algemando ele no meio da rua e levando ele pra parte de trás de uma viatura. Ele gritava "you don't have to do that!" e a polícia respondia que "we have to search you".
Eu reclamei de a polícia fazer isso.
Imediatamente, o Bill e a Yoi falaram que a polícia tava coberta de razão, que tem que fazer isso mesmo, que "ele está bêbado" e "vai que ele tem drogas" etc. Po, mas foi muito tenso o jeito que tavam tratando o cara, sem nem saber se ele tinha feito alguma coisa errada, mesmo. Precisa algemar o cara no meio da rua só pra ver se ele tem drogas?
O que o Supremo diria disso?, kekeke.
Gold
Por isso, sozinho no mundo, decidi fazer algo que sempre me pareceu meio escroto, mas que eu vinha considerando desde que li Gold (e desde que vi um gordão no The Anchor*): ir a um pub e ficar lendo num canto.
Bom, ainda me pareceu meio awkward, então talvez eu precise tentar mais vezes até ficar mais natural. Mas pelo menos eu finalmente terminei o Morro dos Ventos Uivantes e voltei a ler o Neuromancer.
Depois ainda fui agraciado com a volta do Coringão ao caminho das vitórias, embora tenhamos ganhado apenas de um time atlético como o Patético-MG.
Sem maiores planos para o domingão.
*Falando em The Anchor, fotos de lá e da noitada no parque adicionada ao meu orkut para os que quiserem conferir.
sábado, 15 de agosto de 2009
Tempest
A peça, em si, foi muito legal, apesar de todo o problema que é entender inglês antigo. Mas tem seus momentos comédia pastelão, e tal. Até uma cena de um filme do Groucho Marx, que eu queria saber quem copiou de quem (i.e. se a cena está descrita na peça original ou não).
Mas o Trinity College é o lugar mais in-fucking-credible que eu vi na vida. Imagina o que deve ser estudar lá...
A peça foi no Fellow's Garden, o que também foi muito legal, porque autêntico.
Assistimos sentados na grama, e a peça era ao ar livre, tendo como cenário uma árvore com umas coisas penduradas e não muito mais que isso.
(clickem no mapa, para ver direito)
Shitty internet
Nesses últimos dias, também não fiz nada de muito emocionante, então não sei o que comentar.
Só ontem é que merece maiores detalhes. Depois de mais tentativas frustradas de me conectar, eu desisti e nós saímos. Foi o último dia do Bill (Li) e da Rebbeca, então o Bill comprou um vinho de chocolate (!!!) alentejano e pra gente beber no parque e ver essas estrelas que não são as minhas.
Sério, acho que foi minha melhor noite aqui. Primeiro, fomos a um pub chamado The Anchor, que tem um mural animal do Syd Barret, porque ele costumava ir lá ouvir Jazz e, aliás, teria sido lá que ele adotou o apelido "Syd". Depois, para o parque. Estávamos eu, Bill, Yoi, Fred e Rebecca, o vinho era bem gostoso (e não tinha nada de chocolate, no fim das contas) e bom... E depois voltamos e foi uma merda, porque todo mundo tava meio triste e eram 3h e o Bill tinha que sair às 5h, mas enquanto estávamos lá, foi muito muito legal.
E tenho umas fotos novas, mas como é muito chato postá-las aqui, a partir de agora vou por tudo no orkut e vcs que se virem pra ver lá.
http://www.orkut.com/Main#Album.aspx?uid=519864388793525193&aid=1202568738
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Eita!
Onde se l^e "Daughter: Rebecca", trata-se da Rebecca da minha resid^encia, em algumas fotos abaixo.
Que coisa!
E amanh~a, a Holanda joga contra a Inglaterra e iremos a um pub torcer contra o time da casa, como soi acontecer.
A internet em casa continua temperamental, de forma que n~ao se sabe quando poderei voltar a usufru'i-la. Enquanto isso, aproveito-me das aulas de "iLab" na EF e deste teclado escroto e sem acentos para os updates necess'arios.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Em atraso
Breve síntese dos acontecimentos:
- Sábado, fomos pra Londres. Quanto ao período da tarde, o que compensa falar é que comi uma pizza bem gostosa, que poderia ser vendida sem problemas em SP, talvez até se classificando entre as medianas. Foi bom pra matar a saudade.
-À noite, eu queria ver um musical, mas ficou tarde e não deu tempo. Acabamos indo para um pub irlandês chamado Waxy O'Connor, ou coisa do tipo, que é oficialmente meu lugar favorito no Reino Unido.
-Depois, fomos ao Ministry of Sound ouvir o que há de melhor em um estilo de música que eu não gosto, mas que pelo menos tinha vários bonequinhos de Space Invaders. É um DJ francês, aí, Joachim não sei das quantas.
- Saímos de lá às 5h30 e, para nosso desgosto, descobrimos que o metrô só abre às 7h10. Pegamos um ônibus pra King's Cross e tentamos tomar café no Mc Donald's. Nota: tudo bem que eu não esperava que eles fossem ter pão com manteiga, pão de queijo e café, que nem nos Mc Donald's tupiniquins, mas nada no mundo poderia me preparar para um hambúrguer de salsicha que eles vendem lá. Acabei tomando só um suco de laranja que, aliás, também não é suco de verdade, é de garrafinha.
- Pegamos o trem às 6h52 e voltamos pra Cambridge. Aqui chegando, dormi até 18h, que ninguém é de ferro.
- Por motivos óbvios, não fiz muito no domingo além de comer carré.
- À noite, a internet estava fora do ar e só voltou agora.
Stay tuned for more.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Fotos
Hoje, fotos novas e antigas:
Essa foi no trem indo pro Stonehenge. A Yoi escreveu isso aí e minhas pesquisas no Google revelam que a primeira frase diz algo como "Eu sou um gordão" (o que não falta com a verdade). A segunda eu não consegui desvendar completamente, mas eu sei que os últimos três caracteres significam "chocolate", e entre os primeiros há algo relativo a "gostar".
Fazendo guioza.
Recheio.
Looks good?
Não sei quando foi isso, mas é só a gente vendo algum filme.
Arroz, feijão e bife com cebola.

Mano do céu, olha esse arroz!

Flyer do jantar italiano.
Expectativa. Eu não sei por que estava nessa posição do gueto, mas enfim...
Da esquerda para a direita: Yoshinari (Japão), Fred (Suíça/Brasil), Tatiana (Itália), Rebecca (Holanda), Sara (Espanha), cadeira quebrada e vazia, eu.
Antes...
Andrea lutando com dois quilos de espaguete.
Resultado.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Fez
Depois, fomos para a Fez, uma balada internacional com temática "latina".
Fomos em bando, e alguém tirou várias fotos, mas obviamente não fui eu, então quando me mandarem, eu posto aqui. Por ora, fica a curiosidade de ter tocado "beijo na boca é coisa do passado" em uma versão um pouco diferente.
Na volta, ainda paramos num ponto de táxi e tinha uns negões com olhos reptilianos falando português. Fui falar com eles e descobri que eram de Angola. É engraçado que o português deles parece o de Portugal. E falam direitinho, com "tu" e a conjugação certa e tal.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Feijão
Caguei no pau de todas as maneiras possíveis, então demorou umas 5 horas pra ficar pronto. No final, ficou até razoável, mas eu estraguei o arroz, porque cozinhei em fogo alto e ele queimou antes de evaporar a água.
Master failure.
E fotos do Snooker Club, terça-feira passada:

segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Two pasta, snooker night
Depois de jantarmos, fomos jogar snooker, o que se provou algo interminável. No entanto, minha ausência de habilidade foi confirmada, se é que alguém tinha dúvidas.
Valeu para aprender ofensas em diferentes línguas.
Tamada = "fuck" em chinês
Kusso = "fuck" em japonês
Curtina (sim, curtina) = "caralho" em croata (acho que croata, não tenho certeza, porque não entendo a nacionalidade nem o nome do croata quando ele fala, e da terceira vez, eu finjo que entendo).
Mas os melhores são em húngaro. De fato, segundo consta, um estudo revelou que o húngaro é a segunda melhor língua para se xingar alguém, perdendo apenas para o turco. Eles têm coisas como poder dizer "o pau de um cavalo no seu cu" em apenas duas palavras (soa como "loufast óxiderbergue") ou acharem habitual expressões como "obrigado, vá se foder" (soa como "Câs bâs mérr").
Uma foto de sexta-feira, eu e Arnold (neerlandês).
domingo, 2 de agosto de 2009
Portuguenglish
Fim de semana
Última dia do curso de Literatura. Achei que tinham roubado minha bicicleta, pois ela não estava no lugar onde a deixei, mas só tinham colocado ela em outro lugar, porque parece que ela tinha caído.
À noite, o jantar de encerramento. Tive que pagar 28 pounds pelo jantar de encerramento no Clare College e no final era uma merreca de pato, purê de batata, cenoura e vagem. Sabe quantos Chicken Balti congelados eu compro no Tesco por 28 pounds? (28.)
De lá, fomos para um pub com um nome engraçado, soando somehow Indian like. Era bem carinho, mas era o que estava aberto.
Aí, sábado.
Perdi a hora, quando acordei, mas dei sorte e consegui carona para a estação de trem. Cheguei umas 15h no churrasco de comemoração do aniversário de casamento da Graciela e do Tim, e comi por horas. Nada como um churrasco de verdade, com picanha, asinha e coração de frango, farofa... E, graças à presença uruguaia do Jorge, contamos também com um belo molhinho chimichurri.
Depois de encerradas as festividades, sobramos eu, Bruno, o casal e dois amigos do Tim, James e Dmitri, o último dos quais um grego que fala "Caralhow" o tempo todo. Resolvidos a aproveitar a agitação de Woking, além de dar algum tempo pra Graciela e o Tim, fomos nós em direção à vida noturna Wokiniana, com destino a um club chamado The Bed.
Como, no entanto, constatamos que só havia uma meia dúzia de gatos pingados dentro de lá, acabos indo primeiro para um pub chamado Yates, ou coisa do tipo. (Yeats?)
Quando o pub fechou, tentamos novamente o The Bed, desta vez entrando e constatando um verdadeiro show de horrores no que diz respeito à presença feminina. Lari, there was really no reason to worry.
Ao sairmos, James tentou comer no Mc Donald's, mas foi informado de que, ao contrário do que a porta aberta e os funcionários em atividade sugeriam, o local estava fechado. Eu nem vi o que aconteceu, mas ele estava saindo mais ou menos comportadamente de lá, quando o segurança bateu a porta com tudo, acertando o James. Ele, por sua vez, perguntou se "oh, we are slaming doors, now, are we?" e bateu a porta também, acertando o segurança, que não ficou muito feliz.
Azar deles, comemos no Subway.
Enquanto voltávamos para casa ao som de Don't Look Back in Anger, ainda fomos interrogados por uns policiais se "have you seen some pakis around here?". Como bem disse o Tim no café da manhã, talk about institutionalized racism.
Domingo.
Fomos pra Bournesmouth. Ludibriado pelo Bruno, eu fui de bermuda e camiseta, crente que curtiria o que de melhor tem a oferecer o verão britânico, mas, para minha surpresa e desilusão, tava uma ventania do naipe da do Stonehenge. Então, nos limitamos a tirar umas fotos.
A cidade é bonita e a praia também é bacana. Parece ser melhor que, digamos, Santos (com todo o respeito aos leitores (a leitora) da Baixada), com a exceção de que o clima definitivamente não coopera.
Duas horas pra ir, duas pra voltar, e me deixaram na estação em Woking, pra voltar pra Cambridge.
A única coisa digna de nota é que no metrô eu encontrei vários torcedores empolgadíssimos, com uma camisa azul que não reconheci, cantando e tal. Fiquei me perguntando que time seria aquele, sendo que parece que só o Arsenal tava jogando.
Para meu horror, no entanto, me sugeriram que provavelmente eram torcedores de críquete, já que hoje teria tido jogo. Torcedores de críquete cantando hinos no metrô! É o fim dos tempos!
É o relatório. Fotos em breve.




