terça-feira, 30 de junho de 2009

Dia II

Ótimo, segundo dia. (Ótimo segundo dia.)

Acordei cedo, esperei o Bruno voltar do passeio de uma hora e meia com a cachorra e fomos pegar o trem.

Nota: o sistema dos tickets é incompreensível. Você compra passes diários, semanais ou mensais... E tem um passe específico pra ir e outro pra voltar. Mas talvez você chegue na estação e a catraca esteja liberada, então você não precisa pagar. No entanto, talvez seja só uma pegadinha, porque ao chegar no seu destino, é possível que as catracas estejam fechadas e você tenha que passar o ticket pra sair. Aí, amigo, se você entrou sem, já era. De qualquer jeito, ainda é possível que um fiscal passe no trem checando os passes. Ou então é possível que ninguém cobre nada e você tenha comprado o passe à toa. A ideia básica deve ser: para que adotar uma forma de cobrança e stick to it se você pode adotar trocentas formas diferentes, intercalá-las aleatoriamente e deixar aquele clima gostoso de insegurança pra todo mundo?

Enfim, trem pra Londres e finalmente, o centro.

O sightseeing, segue abaixo e dispensa maiores comentários. Exceto pelo calor absurdo (cadê o friozinho brasileiro?) e o sol de rachar (English fog, MY ASS!).

Andamos pra caralho, vimos tudo isso abaixo e mais muitas ruas bacanas, uma loja da Nike, uma da Nokia (e brincamos um pouquinho de N97, que não é tão impressionante como eu esperava. Engraçado foi o diálogo com o atendente: "why doesn't it connect the TV?" "Because it's illegal." Ok, then...), tomamos uma pint de Stella num pub (que estava quase vazio por dentro, com todos os consumidores tomando suas cervejas do lado de fora, de pé no meio da rua) e fomos para o teatro ver um musical chamado We Will Rock You.

E foi aí que Londres me ganhou.

...seen it.








































RIP.





No teatro, binóculos na frente da cadeira. Ver a peça de perto custa £1...

Been there...









PRIMEIRO MUNDO, MANOLOS


PIPOCA NO TEATRO, ISSO MESMO, NO TEATRO!

(e cerveja, também)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Primeiro dia, enfim

A primeira visão que eu tive da Europa foi de uma praia tão reta que logo presumi que era Portugal. Portanto, quando depois vi um rio grande, supus que era o Tejo. Logo depois vi um rio menor que só podia ser o rio que corre pela minha aldeia.


***


Canseira no avião, canseira em Madrid.

Não na imigração, though. Na imigração, não me falaram uma palavra, não pediram nada, pegaram meu passaporte, carimbaram e pronto. Sem perguntas.

Canseira foi depois, quando adiaram o embarque, depois desadiaram fila, fila, fila.

Mais um vôozinho, esse mais tenso que o primeiro, porque o avião parecia um bimotor da primeira guerra mundial.

Na Inglaterra, sim, um pouco de terrorismo. Cadê a passagem, o voucher, o visto. Visto? O consulado diz que não precisa... Quanto você pagou? Quando volta? Por que tá chegando antes? Se já fala inglês, pra quê estudar? etc.
Mas só vinte minutos e... I'm in!

Depois foi tudo sussa, tudo lindo. Jantar animal no ex-restaurante do Bruno, mil porções de tudo que eles tinham de melhor, atendimento prime e fotos:









And I already love England!

Madrid ama nosotros!


Dia Zero

Filas para brasileiros, caminho livre para estrangeiros, é assim o embarque em São Paulo, é a hospitalidade tupiniquim. Embarco quando o avião já devia estar saindo, espero, espero – e quem liga?
Depois é o aperto de sempre, são três filmes dos quais eu nunca ouvi falar e o melhor: sem legenda nem som, que os fones não funcionam. Comidinha, durmo se posso.